Niogudi's Blog
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Dez
09

Estou lendo um livro que não é meu, poesias que não escrevi, emoções que não senti, caminhos que nunca me lembrei de percorrer, gritos que nunca tive coragem de abrir, lágrimas que nunca chorei, luz que nunca me iluminou, ar puro que nunca penetrei, olhares que nunca entendi, e em vez de sentir raiva ou tristeza, desilusão ou pena de mim próprio, descobri que este livro me abria todas aquelas portas que eu teimosamente mantinha fechadas.
Estou lendo um livro que não é meu e nas suas margens vai navegar, finalmente, a côr das minhas palavras.

Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

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Nov
25

Quero voar…voar bem longe
Navegando no sopro do vento norte
Sobre os desertos de fogo que foge
Sobre os caminhos inventados da sorte
Quero voar sem as asas perder
Até encontrar o teu secreto coração
Com as palavras esquecidas crescer
E misturando sonhos pedir perdão.
Quero voar sem sentir dôr
E perder-me nos jardins do teu amôr.

Nov
21

Com palavras desfaleço
Desfaleço sem olhar
Não sei se o mereço
Ou se tenho que inventar
Um branco branco espesso
Numa folha por riscar
Onde as palavras esqueço
Por não conseguir sonhar

Com palavras raras
Poucas, soltas, loucas
Eu cresço sem amarras
Sem pressa ou outras taras

Nov
13

As palavras não saiem em turbilhão
São poucas, raras, sangrando da minha mão.
Saiem timidas, amedrontadas,suadas,extenuadas, isoladas
Mas pouco a pouco, num grito rouco
Formam frases capazes de rasgar a folha em branco
Unidas na emoção, na dôr e na vitória
Até que em pranto são postas de lado na história
Postas de lado na gaveta
Sonhando um dia ver de novo a côr dos olhos do poeta.

Nov
10

As horas passam
A noite me atormenta
Na escuridão das ruas da cidade
O som do silêncio me encanta
Visto de néon a minha saudade
Cores sangrando sem vontade
Caminhando lado a lado
Com memorias sem idade
Peças soltas do passado
Sem lugar no puzle inventado
Por alguem sem sono ou nada que fazer
As horas passam e eu tambem
Em perfeita harmonia
Conquistando a noite e morrendo quando nasce o dia.

Nov
09

A vida deveria ser uma viagem em circulo que nos permitisse rectificar os nossos erros, optimizar as nossas virtudes ,sentir novas emoçôes,explorar novas fronteiras, ver coisas que nos escaparam da primeira vez,limar todas as arestas até á perfeição. Seria repetitivo… monótono… previsivel… talvez, mas aí a morte teria o encanto do passo certo, logico, seguro,transitório para um novo circulo. Um novo circulo noutro espaço, noutra dimenção,noutra atitude. Um novo circulo de criação, conhecimento,evolução, decadência, exterminio e recomeço.

Out
30

Vôo no silêncio
Sem asas e sem distãncia
Rumo traçado
Rota de infãncia
Adulterada por meros erros de cadência
E no entanto fico mais perto
Do som das coisas simples
E do encanto do passo certo

Out
28

Por vezes na vida existem fases que temos que ultrapassar sosinhos

Out
28

Subitamente, para minha surpresa, senti uma lágrima rolar pela minha face. Acariciando a minha pele, suave mel salgado . Em rota adquirida se precipitou no chão se desfazendo em mil goticulas, espelhos dos meus sonhos, tremendo ao vento traiçoeiro que, soprando através da janela semi aberta, teima em baralhar os destinos e os percursos já delineados pela mente e apadrinhados pelo coração.

Que importa o céu, o sol, o luar
Se os olhos se fecham ao olhar
Que importa o vento, a terra, a luz
Se a conquista nos seduz

Morrer afinal é um dever emocional
E a vida é uma arte adicional.

Out
26

Na suave brisa da manhã lanço os meus sonhos, em palavras soltas, esperando que a brisa as enriqueça no seu caminho e no regresso me devolva a alma que perdi- quando vos perdi – quando falar doia, quando as frases se desfaziam nos lábios cerrados, quando o coração se recusou a entender o que a minha alma fazia, quando o silêncio gritava tão alto que as lágrimas corriam assustadas e se perdiam misturadas na chuva, diluindo o tempo, a saudade, o futuro, levadas para este imenso mar vazio onde exilo o meu peito e me delato sem palavras de dicionário.
Parado no tempo, sem passado ou futuro, presente incerto, viajo no vento qual folha seca, bailando ao sabor dessa brisa. As pegadas que deixo me confundem no caminho de regresso e o encanto do passo certo fica adiado nesta amnésia de emoções, desvios e incertezas. Resta a esperança que o vento se apaixone pela vida e a brisa me traga a vedadeira côr dos meus sonhos.
Deixo a brisa lavar meu rosto, marcar o rumo das minhas lágrimas.

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